Entrevista 14: “Depressão eu entrei ano passado, solidão eu vivo até hoje.’’












Fagner (@fagnossauro) de 17 anos, contou para o nosso blog como sua vida era difícil no tema “Depressão eu entrei ano passado, solidão eu vivo até hoje.’’

Confira na integra.



Casos de Twitter: Olá @fagnossauro seja bem-vindo ao blog Casos de Twitter. Pra começar, você poderia nos falar sobre você? E qual é a sua relação com o seu tema?
Fagner: Olá. Fagner Porpino, 17 anos, e moro no interior do mundo digo Belém - Paraíba (frustrado por todos confundirem com Pará). Eu meio que respirei/respiro esse tema.

Casos de Twitter: Seu tema é relacionado à depressão e solidão! Qual foi o principal motivo por você ter entrado nesses fatores?
Fagner: Vários fatores me levaram à depressão. Inconformidade com a aparência, falta de amigos, relacionamento familiar, e conflitos internos. Eu vivia uma fase complicada da minha vida, acho que como qualquer adolescente. A pressão pra ser perfeito diante da sociedade, para agradar as meninas, os amigos, a família, a escola etc. A ausência do meu pai é algo que me faz encher os olhos de lágrimas até hoje. Então chega um momento em que você junta tudo isso e diz: quais motivos eu teria para continuar vivendo diante de tudo isso? E simplesmente, para de viver, foge do mundo.

Casos de Twitter: Você disse que um dos fatores para a sua depressão foi a falta de amigos, o relacionamento familiar, etc. Como eram esses relacionamentos?
Fagner: Como eu disse, não tive pai presente. Minha mãe sempre incompreensiva, eu sempre sem paciência, e um padrasto que adorava me colocar contra ela: esses são os ingredientes para um inferno na sua própria casa (família se vc estiver lendo isso este site foi hackeado e é tudo montagem). Como eu passei a me fechar, e me tornei uma pessoa amarga, as pessoas se afastaram, eu as afastei e me afastei delas. E das poucas que restaram, eu percebi que eram amigas. Porque amigo é aquele que quando você some por 3 ou 4 dias te liga, manda mensagem, procura saber o motivo do sumiço sabe? E eu passei uns 3 ou 4 meses e as pessoas não se importavam.

Casos de Twitter: Imaginamos como a ausência do seu pai te fez muita falta! Você o perdeu com quantos anos? Se puder falar, como era a sua relação com ele?
Fagner: Eu o perdi com 5 anos, quando meus pais se separaram. Ele é vivo até hoje. O vejo uma vez por mês (às vezes) quando ele deixa o dinheiro da pensão. Minha mãe foi pra São Paulo no mesmo ano que se separaram e só voltou a morar comigo 5 anos depois. Nesse meio tempo eu fiquei com minha avó, e quando via o meu pai conversava por 5 minutos e ia embora. Aos 10 anos minha mãe voltou com meu padrasto, com quem tive uma péssima convivência e cheguei a passar meses sem falar nem oi.

Casos de Twitter: Como é a sua relação com o seu padrasto?
Fagner: Hoje a gente se suporta sabe. Meu padrasto é meio que bipolar, sempre resmungando de tudo, reclamando do que faço, discordando de T.O.D.A.S as minhas opiniões. De repente, ele fica gentil e me trata bem. Mas eu sou seco, porque sei que é coisa de momento dele. Ele é um ótimo esposo pra minha mãe sabe, daqueles submissos. Mas acho que por ele não ter filhos e por eu ser mais novo que meu irmão, ele achava que podia impor limites. Uma vez cheguei a arrumar minhas coisas pra sair de casa, quando ele ameaçou me bater, quando eu tinha 13 anos.

Casos de Twitter: Como você se reagiria com essa situação toda? Você tinha certeza do que queria quando pensou em sair de casa?
Fagner: Eu só queria paz sabe. Eu não queria que minha mãe se separasse dele, porque como eu já falei, ele é um ótimo esposo. Mas eu só queria um lugar em que eu pudesse passar o dia todo em paz, sem chorar, sem sentir raiva ou culpa, porque é isso que uma pessoa de 13 anos quer. Aliás, que todo mundo quer.



Casos de Twitter: Você disse que às vezes se dava bem com o seu padrasto e as vezes não, já teve épocas em que você considerava ele como ''pai''?
Fagner: Não. Eu nunca considerei ninguém como meu pai. Ou já sim, o meu avô, que embora não gostasse muito de mim, me acolheu.

Casos de Twitter: Um dos motivos da sua depressão foi pela sua aparência! Como você se sentia quando estava de frente pra um espelho?
Fagner: Tudo começou numa festa. Eu sai de lá triste, porque de repente todos pareciam mais bonitos que eu. Eu fui dormir com uma tristeza tão grande sabe? Então, decidi que mudaria. Decidi que mudaria o cabelo, que entraria na academia, etc. Mas daí eu tive uma pneumonia e teria que ficar 4 meses sem malhar. Foi justamente na recuperação que entrei em depressão. Sabe quando você se arruma todo na maior animação pra sair de casa, e quando dá a última olhada no espelho, se sente ridículo, chora e desiste de sair? Não sabe? Eu sei.

Casos de Twitter: Deixe uma mensagem para todas as pessoas que lerem essa matéria e que já passaram pelos mesmos momentos que você!
Fagner: Eu passei a expressar minha depressão no twitter. Fazia tweets sobre depressão [faço até hoje, pq convivo com isso até hoje] e as pessoas achavam que era porque eu queria ganhar simplesmente ganhar retweet. Eu acho que o importante de tudo, é chorar e falar. Chore, chore como se as lágrimas fossem remédio para seu corpo ferido por completo. E fale, o que custa procurar um psicólogo? Converse com alguém da internet. Coloque tudo pra fora no seu twitter. Ria de sua própria desgraça. Se arrume, cuide de seu cabelo, cuide de sua pele, cuide de seu rosto, cuide de você. Porque embora a maioria das pessoas não veja o quanto você é especial, você sabe que é. Você acredita em quem você é por dentro e sabe do seu potencial. E se não acredita, passe a acreditar. E se nada disso der certo, procure por Jesus.

Casos de Twitter: Então agora, só pra finalizar com a nossa pergunta clássica. Defina sua relação com o tema em uma hashtag!
Fagner: #FaseDificilDaVidaQueUmDiaPassaMesmoQueNaoTotalmenteMasPassa


Obrigado ao @fagnossauro por ter dado esta entrevista pra gente.
Contato com ele? É só segui-lo no Twitter.com

E ai? Gostaram? Comente esta entrevista!

Beijos,
Casos de Twitter


Entrevista feita por @kkraphael








13 comentários:

@AndreeyNeves disse...

Sou muito fã do Fagner, mesmo sem ele saber. Gosto de todos os seus twetts, amo os comentarios que ele faz. Me sinto exatamente como voce, e cada vez que voce tuitta consigo me ver falando e sentindo aquilo.
Obrigado por existir no twitter, sinto como se voce fosse um amigo meu, alguem com quem eu me identifico mesmo sem nunca ter trocado uma palavra, e quando me sinto só, vejo seus tweets e me sinto melhor ;D
Sucesso ;*
@AndreeyNeves

Anônimo disse...

resumo da entrevista: escreva um livro de autoajuda fagnergner

Gabriel disse...

fagno vc emocionou que ´´historia´´ ne cara. gostei mt pela sua corage de falar td isso. abs ai amg.

Anônimo disse...

KKKKKK AI MEU DEUS, SEMPRE OS MESMOS DRAMAS, como alguém disse: "Escreve um livro de auto-ajuda."

Letícia disse...

Sempre gostei das coisas que ele posta, mas nunca imaginei que ele passava por uma situação como essa... Acho que todo mundo tem problemas, problemas até piores as vezes, mas nem todo mundo sabe lidar com isso, ou é forte o suficiente pra seguir em frente...

Anônimo disse...

tem gente ³³torcendo³³ por vc e vc nem sabe gente q quer ver vc feliz

Anônimo disse...

A história dele eu não sabia, mesmo tendo algum tempo ai de amizade. Ele sabe muito bem, que não ta só. Por muitas vezes ele diz que sente que eu me preocupo com ele. E me Preocupo mesmo, ja por tudo que leio no twiiter, me sinto obrigada a ligar pra ele sempre que coloco crédito... até não ter mais, pelo simples fato de eu o amar muito, muito mesmo. Apesar de qualqer coisa , ele sabe que me tem e sabe que tem Deus.. algo que nunca paro de falar a ele é isso.. Jesus. Se alguém se sente assim como ele, inverte a ordem da penúltima resposta dele.. primeiro é Jesus, o resto se acrescenta ...
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Agora pra vc seu besta... Eu fico bestinha das vezes que vc diz que eu sou a única pessoa que se preocupa com vc, e que me ama muito. tudo que eu faço por vc é justamente por isso. pelo amor que tenho a vc! então, não se sente só ué *_*

Por: @AnneIsabelleF

Anônimo disse...

foi uma entrevista diferente, dizendo o que ele realmente sente e não fazendo charminho para os leitores. é complicado passar por isso ainda mais quando se está em descoberta consigo mesmo, sei disso pq tive experiencias parecidas. parabéns pela entrevista Fagner.

Luana Drumond disse...

Com poucas palavras, o Fagner resumiu a sua vida, deixando várias pessoas emocionadas como eu . Sou amiga dele a quase um ano, mas não sabia de sua história . Entre os tweets percebia o desabafo dele, e tentava distinguir por onde andava seu pai. Agora que sei da história, isso serviu até para mim, como lição de ficar sempre perto dos meus pais, e dar valor ao que tenho. Muito obrigada mesmo meu amiguinho, suas palavras me tocaram *-* E olha, Deus sempre estarei ao seu lado, e sempre te trará conforto, basta acreditar.
O blog está de parabéns, continuem assim *-*

Beijos, @luana_alvesd

Andre Lima disse...

Bom cara!! Vc é um herói em consegui se expressar, sei q as vezes passamos por momentos horríveis da nossa vida pensamos q tudo sempre dará errado, que ninguém se importa com a gente e tal, porem podemos nos enganar... vai saber né?! Tbm fui criado sem pai e sem poder da um abraço carinho quando criança na minha mãe pois meus familiares ignorantes logo diziam q falsidade e tal... O tempo se passou eu cresci, basicamente numa casa sozinho pq eu só tinha minha mãe a noite, pq durante o dia ela estava na casa da minha avó e eu não poderia demostrar carinho, porem conforme fui crescendo fui perdendo a inocência de sempre querer estar perto da família... procurava amigos e eles tbm nossa me proporcionaram tantas dores me isolei e prometi a mim q não sofreria mais... porem me tornei uma pessoa fechada onde pouco conhece, sorrir hj posso até ter alguns sorrisos verdadeiros mais a maioria esconde as dores de uma depressão interna, ao ler sua entrevista vi q todos tem problemas contudo e q não sou o único... É bem verdade quando vc diz q as vezes se arruma e quando a ultima olhada no espelho e se senti uma ridículo e ficar em casa, lembre-se todos nós já passamos e vamos passar por isso muitas vezes pq somos humanos... Parabéns por sabe se expressar e a vc dedico minha admiração!!!

Ass: @srlimaarl

Anônimo disse...

Ganhou minha admiração!Me identifiquei muito em algumas coisas e a gente sempre pensa que coisas díficeis só acontece com a gente,mas na verdade não,sua entrevista em faz pensar que tudo de mal que ja passei ou vou passar,vale a pena superar., Te desejo muitas felicidades.

@callmeError

Vanik Lima disse...

te sigo a muito tempo e sempre gostei dos teus tweets e agora gosto mais ainda de ti depois dessa entrevista. sucesso sempre na tua vida, e não custa nada desejar que as coisas melhorem sempre.

coisas lindas pra ti, @desatinou.

Emne disse...

tô te estranhando porpino.